trash etc.
3.6.12
Poesia
26.5.12
Poesia – para quem, não sei …
Lembrança fiel
Princesa,
quero que saiba
que não te esqueci.
As lutas dessa vida
é que me fizeram passar ao lado
dos sentimentos mais puros,
que somente pude guardar
dentro do melhor lugar
em que posso colocar as palavras
que tenho p´ra ti.
Dentro dessa armadura, princesa,
bate um coração forte.
Um coração
que já se acostumou às guerrilhas,
às emboscadas,
e às armadilhas que essa vida nos prega.
No entanto, princesa,
quero que saiba que não te esqueci.
Pois, princesa,
é impossível não esquecer teus olhos,
que me olham tão fundo
nessa imensidão.
Isso porque tu estás sempre comigo, princesa.
Sempre.
Princesa,
quero que saibas que não te esqueci.
Pois dentro do meu peito,
meu coração ainda se lembra
dos bons tempos em que estive contigo.
E dos bons tempos que espero ainda passar.
O que é certo
é que não te esqueci.
E meu coração me diz
que não quero te esquecer,
e sim sempre me lembrar de ti,
minha doce princesa de lábios de mel.
fps, 21/05/1996
21.5.12
Poesia: A criança e o adulto que estão em mim
Criança.
Fase de gu-gu.
Fase de dá-dá.
Fase de sei lá.
Fase de “vem cá”.
Fase de “querido”.
Fase de “meu filho”.
Fase de “meu bem”.
Fase de “bonito”.
Fase de “meu velho”.
Fase do que vem.
Sou criança, sim,
como tantos outros são.
Tenho sido velho,
tempos sim, outros não.
Tenho já vivido
muito mais do que já vi.
Com rosto sofrido,
já fiz tudo por aqui.
Peito destruído,
pela falta do meu ser.
Nada desmentido,
só me faltava você.
Sinto mais que tudo
pela perda do que vi.
Mais ainda,
toda vida que perdi.
Pois, juro, não sei
o que fazer dentro em mim.
Sinto, todavia,
que senti.
Demais.
Parece engraçado,
mas sinto mais forte tudo isso hoje
do que há anos atrás,
quando era menino.
Talvez, porque a criança
virou um rapaz,
que quer muito mais
do que simples paixão.
Quer compreensão.
Quer exatidão.
Quer, simplesmente ...
Quer que o amem, enfim.
fps, 21/05/2012
(adaptado de antiga poesia)
10.5.12
Poesia
o braço, o ombro,
não impedem
que se pense.
a dor já está passando.
catar milho é bom,
para a saúde da alma, faz bem.
a parada? efêmera.
e a liberdade, eterna.
fps, 10/05/12, 15:00
17.4.12
Mais uma, boa para sempre …
Há 2 espécies de chatos: os chatos propriamente ditos e ... os amigos, que são os nossos chatos prediletos.
15.4.12
Poesia …
O soldado
Compulsão e choro e estafa cansaço e sono.
Dureza da vida que pulsa com um novo dono.
Algo que nos traz fogo brando, de tal desamor.
Cauteriza a faca e afunda num ser ditador.
As ordens que me são mandadas eu faço eu cumpro.
Aquilo que me pedem digo procuro executo.
O que não sei peço que expliquem a mim com certeza.
Não valeu a tal longa espera por uma grandeza.
Me falta coragem e sobra cansaço no corpo.
Não tenho vivência de dor como a que agora eu sinto.
Não posso dizer que me iludo com tudo o que vejo.
Não posso porque já não vejo e p´ra mim é qu´eu minto.
Eu minto para minha vida achando que o belo
Se esconde por trás das pessoas que vejo e me calo.
Se esconde por trás dos bons sentimentos que carrego.
Se acalma e só então é que eu me sinto, me viro e então falo.
Eu quero sentir essa brisa perto do meu rosto.
Eu quero viver a emoção de ser melhor querido.
Eu quero sentir a bondade na vida que espero.
Eu quero com toda certeza ter mais de um amigo.
Eu seco espero a hora e o dia que vem
Onde eu certamente possa ser mais que um joão-ninguém.
Eu vejo na vida essa vida que espera e flutua
De um homem que desce, que corre, que ama, que sua.
Eu quero estar vivo para ver o tempo passar.
E só nessa hora verei coração sossegar.
Pois é na certeza de ter esse grande caminho
Que eu me levanto e posso então andar sozinho.
Final da história sentindo coração pulsar
O mundo está salvo - e eu posso então descansar.
Feliz é o homem que agora então pode me ouvir
E ver as verdades que a vida me fez bem sentir.
Espero o dia que chega, e o dia que vai
Para acabar com o sofrimento que em mim sempre cai.
Pois esta é a grande virtude no final da guerra:
poder assim, firme, encontrar ...
... a tal paz.
Paz sincera.
fps, 18/12/1996
9.4.12
6.4.12
Para pensar
“Nunca se deve deixar prosseguir uma crise para escapar a uma guerra, mesmo porque dela nao se foge mas apenas se adia para desvantagem própria.”
Maquiavel
31.3.12
Havia MESMO risco de ditadura comunista no Brasil em 64?
A ditadura fará 48 anos de verdade amanhã.
Estranho falar nesse assunto, tanto tempo depois que os militares resolveram cumprir as ameaças que pairavam desde 1946 e iniciar o período mais negro (e complexo) de nossa história.
Porém, como Norma Braga, em seu blog, decidiu discorrer um pouco a respeito da “ameaça comunista”, dou cá meu pitaco a respeito, até porque a discussão vale a pena e esse blog não é só poesia e prosa.
E começo pela discordância: a tal da “ameaça comunista”, que foi pretexto para o golpe.
Não que seja favorável à idéia de uma ditadura de esquerda no Brasil, longe disso: mesmo os esquerdistas condenam os guerrilheiros da época, como o saudoso NPTO, que nesse post falou diretamente a respeito dos erros daquelas milícias, entre elas ensinar o bandidinho a ser bandidão.
Mas é um fato: os militares erraram na dose – e feio.
Erraram porque quiseram entrar em assuntos de civis, da administração miúda; porque se esqueceram de que missão de militar é salvar a pátria de inimigos existentes, e não de ameaças invisíveis; porque abrigaram os corruptos de sempre em suas asas, enquanto puniam as poucas cabeças capazes de comandar o pais pelo carisma.
Mas erraram, sobretudo, porque ninguém além das Forças Armadas tinham poder para fazer uma revolução comunista naquele momento; se houvesse em 64 um grupo soviético incrustado entre os militares podia ter acontecido de tudo, inclusive uma guerra civil.
Contudo, eles, os militares, eram um grupo coeso.
Anticomunista. Quase fascista. Mas coeso: e por isso – somente por isso – o Brasil não é uma Cuba.
Embora, convenhamos, por um caro preço: o de violentar uma Nação por vinte anos, a troco de uma ameaça inexistente.
…
Essa é apenas uma teoria, de muitas que poderiam aparecer, mas gostaria da sua opinião: o Brasil realmente corria riscos de uma ditadura comunista em 64?
30.3.12
Para pensar … e refletir muito …
"Os homens têm menos escrúpulos em ofender quem se faz amar do que quem se faz temer, pois o amor é mantido por vínculos de gratidão que se rompem quando deixam de ser necessérios, já que os homens são egoístas; mas o temor é mantido pelo medo do castigo, que nunca falha"
27.3.12
Para pensar
O moralista é como um sinal de trânsito que indica para onde se pode ir para uma cidade, mas não vai.
Prosa
Só sexo. Sem compromisso.
E com o tempo continuou assim, até que o coração começou a apertar a cada saída.
Sentiu medo, saiu daquela vida; e a regra para eles então coisa mudou:
Só sexo sem compromisso.
Mas algo faltava, não se sentia bem, e pensou que faltava alguma coisa.
Voltou, e aquietou-se, e aceitou de bom grado a nova diretriz:
Só sexo, e compromisso.
Mas o tempo, cidadão antigo, traz com ele a mesmice, e aos poucos traz imposição:
Só compromisso. Sem sexo.
Ao fim, se enchem um do outro, e caem fora do que seria o desastre.
E a realidade entre os antigos amantes se interpõe, como num alívio:
Nem compromisso.
Nem sexo.
25.3.12
Poesia
17.3.12
o que vc fas
como é que eu faço com essa pergunta?
não sei te responder, eu faço e ajo e sinto e sou.
e só.
8.3.12
7.3.12
Poesia
meio-exílio I
minha terra não tem palmeiras,
porque eu sou são-paulino;
tem micro a perder de vista,
armário, gaveta, escaninho;
tem esgoto, por sob as cabeças,
e pequenos bichinhos aos pés;
mas os amigos estão perto,
mesmo longe, e é isso que importa.
fps, 07/05/2011